Nós Psicopatas (ATON)

Nós Psicopatas

Não sem emoções.
Mas doentes da alma
na alma
de alma.
Essa coisica que a ciência não comprovou
ou que a razão não sanou.
Pela alma matamos e morremos;
sonhamos e decepcionamos;
pela alma crescemos e infantilizamos.
Somos loucos, porque não…!?
Por ela até mesmo escrevemos.
trabalhamos, construímos,
guerreamos, destruímos,
amamos, encantamos,
odiamos, indiferentes…
Sim, patologia da alma
na alma
de alma
a… alma
Antes fosse meramente a mente,
não seria endêmico de todos nós.
E se por ela somos tão inconstantes, incompetentes,
não seria aquele que, então,
tão coloquialmente,
chamamos de “o psicopata”,
o único são da alma?
E é engraçado pensar,
que viver seria melhorá-la,
e, por isso mesmo, piorá-la,
tanto quanto mais lúcidos, mais loucos
tanto quanto mais se sente, menos se entende.
Sem graça serão os dias de nossa prole,
o dia em que nos curarem da alma,
e não mais poderem morrer de amor, de dor
morrer deles mesmos.
Uma vida que não seria feliz,
embora não seria triste,
mas apenas vida, e nenhum adjetivo a mais.

para viver (ATON)

Divirtam-se, caros leitores! Mais um poema (não consigo passar um mês sem =)… Obs: Drummond, Alencar e Vinicius de Moraes, obrigado pela ajuda, sei que falta muito, mas eu chego lá! Boa leitura…

Para viver

Havia um caminho sobre as pedras,
E pedras sob o caminho…
Por onde tu, Destino, medras.
Por onde um homem segue sozinho…
Meu Deus! Era um caminho feito de pedras?!
E, entre cada uma delas, um espinho…
E meus pés tão fatigados
do sangue, nunca se esquecerão,
em tantos litros derramados,
das poças rubras no chão…
Dos espinhos tão bem afiados,
Das heras que ainda crescerão.
Eram rochas e plantas malignas
E tu, Destino, aguardava em cada ferida
Novas ações, novas signas
Dessa gente que jazia caída…
Era o caminho da vida,
Luta renhida,
Que os fracos abate,
Luta escarlate…
Caminha, pois, sobre a rocha
Até que o sangue dos pés,
Que nela desabrocha,
Seque duro como grés.
Pois que seja assim,
Que o poeta só é grande se sofrer,
Um caminho, uma luta, um fim…
Destino, alcançar-te-ei antes de morrer!
 

Epitalâmia (Aton)

Desculpem meu repreensível atraso. Mas devo confessar que não consegui bolar um conto que fosse suficientemente bom (ou que tivesse sentido). Assim, para que não seja um momento perdido eu fiz um poema. Mas na próxima segunda, o cronograma segue normalmente

Epitalâmia

Eis o problema conjugais:

eu e tu, aqui, singular…

E todo o resto em Plurais!

 

Pois é, Vida, quem diria?

Ter um poeta a sua musa,

que nem gosta de poesia!?

 

Mas o trabalho nunca é vão,

apesar do remorso:

servirá sempre a outro coração

 

E que seja, pois, os meios

os próprios fins em si:

uma infinidade de desfecho-prelúdios.

 

E que seja isso perdoado,

por ter tão bem tudo já justificado:

A poesia é da musa o significado!

 

Mas, órfão, o texto fica,

manchando o papel,

a dor alegre e sádica.

 

Que seja então, musa bela,

uma poesia sincera:

o puro sorriso da donzela.

 

Já que dispensas os poemas,

saiba que a poesia está

nos mais singelo problema.

As vaidades da vida Humana (por Aton)

Olá, pois que são 00:00 de segunda! Pontualíssimo! Bom pra quem quiser saber de onde foram tiradas as frase”morais” das últimas fábulas: Pensador e WebFrases. Bom, escrever é como fazer uísque: o tempo de fermentação de uma boa ideia é diretamente proporcional ao seu preço e à sua ressaca! Assim, a última fábula que seria hoje ficará para outro dia, poque ela é digna de um “Gold Label”, mas minhas habilidades mal cobrem um “Red”… Assim, deleitem-se com mais um poeminha… AH, curtam, sigam, comentem e evitem herpes

As vaidades da vida Humana

Solo rico e forte
onde há vida, pois, morte
regado pelo sangue,
que o tempo de todos exangue
 
Mas do qual nasce o fruto vil
pela piedade do céu anil
da lágrima-chuva gentil
 
Chuva esta que esconde o dia,
a luz que feliz ardia,
que prontamente a mente seca,
contentando-a à vida merreca…
 
Mas na tempestade não há paz,
dessa que só a luz traz,
onde, indignada, a honra jaz.

Aton

Ps: o título do poema foi inspirado no quadro chamado “as vaidades da vida humana” (1645) de Harmen Steenwyck .